Sösdala 🌲🌲🌲

🐏 
Ninhos de formigas.
Wood ants nest.

This weekend I traveled to a town called Sösdala, in Sweden. I stayed in a cottage of a Danish family that is very dear to me, with mormor (grandmother), adorable danish børn (children) and a friend hund (dog), Samson.

At dawn, the sun's rays awaken the boreal forest, passing trees clad in ice crystals, immersed in white light and silence. The landscapes were a mixture of green colors (of conifers, mosses and lichens) and white (frost on vegetation and bare trees).


As I walked in the woods, I felt the greatest serenity, it becomes more quiet in winter, as if time has stopped. The critters are sleeping in sheltered burrows, and my biologist encounters are with mushrooms and some avifauna, blue tits; nuthatches; woodpeckers (aka Frederik's); and raptors. Then there are also "uninhabited" encounters, frozen spider webs and ant nests (Formica rufa), incredible buildings with galleries full of tunnels.

We visited lots of friends, including chickens, sheep, pigs and horses, and we went to Hovdala slott, a castle. It was so cold that a very high ice sheath had formed in the water, and thus, I walked on my first frozen lake!
The littlest one, Rebecca, is very sweet and has the cutest cheeks. She is so independent for everything except for walking which she is not too fond of, so she was riding everywhere in an old wooden cart.
At night, tired from so many walks, we landed on the sofa together around the fireplace, in a hygge mode, and made puzzles; In the woods the boars, deer and foxes woke up under the starry night of Scandinavia to start their day. The next day, the temperature rose a little and the ice began to melt falling and returning to the earth.

Este fim de semana dei um saltinho a uma cidade chamada Sösdala, na Suécia. Fiquei na casa de campo de uma família dinamarquesa que me é muito querida, com direito a mormor (avó), børn (crianças) dinamarquesas amorosas e um amigo hund (cão), o Samson.
Ao amanhecer, os raios de sol despertavam a floresta boreal, atravessando as árvores vestidas de cristais de gelo, imersas em luz branca e em silêncio. As paisagens eram um misto de cores verdes (das coníferas, dos musgos e líquenes) e brancas (da geada na vegetação e de árvores despidas).

Ao passear nos bosques senti a maior serenidade, de inverno fica tudo mais quieto, como se o tempo estivesse parado. A bicharada está resguardada a dormir nas suas tocas, e os meus encontros biólogos são com cogumelos e alguma avifauna, chapins azuis; trepadeiras; pica paus vermelhos (aka Frederik's); e rapinas. Depois também há encontros "desabitados", teias de aranha congeladas e ninhos de formigas (Formica rufa), construções incríveis com galerias cheias de túneis.

Visitámos quintas de amigos, incluindo galinhas, ovelhas, porquinhas e cavalos, e ainda fomos ao Hovdala slott, um castelo. Estava tanto frio que se tinha formado uma camada de gelo bem alta na água, e eis que eu caminhei sobre o meu primeiro lago congelado!

A mais pequenina, a Rebecca, é muito engraçada e tem umas bochechas deliciosas. É uma despachada para tudo, excepto para andar eheh, e por isso ia de um lado para o outro num carrinho de madeira antigo onde se debruçava a cantarolar na brincadeira para o mano "Julius Julius Julius".

À noite, cansados de tantas caminhadas, aterrávamos no sofá à volta da lareira em modo hygge a fazer puzzles; nos bosques os javalis, veados e raposas acordavam sob a noite estrelada da Escandinávia para começarem o seu dia. No dia seguinte, a temperatura subiu um bocadinho e o gelo começou a derreter caindo e regressando à terra.

Mensagens populares